Cirugias Realizadas
Conheça a Clínica
Doenças
Dúvida Freqüentes
Endoscopia
Fale com o Médico
   
   
 


Doença diverticular | Gastrite | Duodenite |Úlcera gástrica
Úlcera duodenal | Varizes de esôfago | Colelitíase
Hemorragia digestiva alta e baixa | Diverticulite aguda
Doença de Crohn | Retocolite ulcerativa idiopática

Varizes de Esôfago


Em alguns pacientes com hipertensão porta, o aumento anormal da pressão na veia porta e em suas tributárias é causada por cirrose hepática, uma doença caracterizada por destruição progressiva das células do parênquima hepático e substituição delas por tecido fibroso. A hipertensão porta e as doenças que a causam são condições graves, mas os sintomas são condições porto-sistêmicos, que fornecem vias alternativas para o fluxo sangüíneo. Como não há válvulas funcionalmente competentes no sistema venoso porta, o aumento da pressão porta reflete-se em todo o sistema. O sangue tende a ser desviado para o sistema venoso sistêmico nas regiões onde ocorrem anastomoses porto-sistêmicos. As veias, que nessas áreas tendem a tornar-se dilatadas e tortuosas, são denominadas veias varicosas. Quando estas veias estão localizadas na região esôfago-gástrica, estas são chamadas de varizes de esôfago. Conseqüentemente, as varizes ocorrem na metade distal do esôfago, mas, em casos de hipertensão portal grave, podem estender-se ao esôfago proximal. Pode haver varizes associadas na cárdia e no fundo do estômago.

Como comentado anteriormente, as varizes de esôfago estão muito relacionadas com os episódios súbitos de hemorragia digestiva alta. A endoscopia digestiva alta, como exame complementar, é a principal forma de diagnóstico, devido a vários aspectos característicos de visualização direta desta patologia. Antes do advento da endoscopia digestiva alta, o exame mais utilizado para diagnóstico era o esôfagograma com bário, porém a diferenciação entre as varizes esofágicas e pregas esofagianas ficava dificultada pela semelhança de apresentação no exame. Além do diagnóstico preciso, a endoscopia digestiva alta, ainda pode prever diretamente o risco de sangramento, importante chave na correta conduta da abordagem das varizes esofagianas, já que quando as varizes de esôfago sangram há um risco substancialmente grande de o paciente evoluir para o óbito (30-40%), e ainda de voltar a apresentar novo episódio de sangramento nos 2 anos seguintes ao primeiro episódio (75%).

Na presença do diagnóstico correto de varizes de esôfago, o endoscopista deve se preocupar em classificar as varizes esofagianas vistas, fato que colabora na interpretação de abordagem clínica desses doentes. Uma classificação muito usada é a classificação descrita por Beppu & cols em 1981, demonstrada e comentada a seguir por cada critério em separado. Os critérios de avaliação para classificação usados na classificação de Beppu &cols são a cor das varizes, a presença de manchas vermelhas, as formas e localizações destas, detalhadas logo abaixo.

 


 
   

s
© Copyright 2006 - Todos os direitos reservados a www.igcfoz.com.br