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Duodenite



Na inflamação do duodeno, o quadro clínico é frequentemente inespecífico. Para o diagnóstico, é fundamental realizar uma endoscopia digestiva alta.
O que é?

A duodenite consiste numa inflamação do duodeno (porção inicial do intestino delgado), que pode ser aguda ou crónica. A localização mais frequente é a primeira porção do duodeno, a nível do bulbo duodenal. O termo duodenite é frequentemente utilizado para designar determinadas alterações macroscópicas da mucosa duodenal observadas durante a endoscopia digestiva alta, como eritema, hemorragias subepiteliais e erosões. Contudo, para um diagnóstico preciso, os patologistas consideram necessário demonstrar histologicamente (através do estudo anatomo-patológico de tecido biopsado das lesões suspeitas) a inflamação. Por vezes, biopsias realizadas em mucosa aparentemente sem lesões revelam também presença de inflamação ao exame histológico, pelo que se pode diagnosticar duodenite, apesar de não existirem características endoscópicas.

Quais as causas São diversas as causas possíveis de duodenite, como infecções, sobretudo a infecção crónica a Helicobacter pylori, estados de hipersecrecção ácida pelo estômago, alguns medicamentos (especialmente os anti-inflamatórios não esteróides), álcool, stress e devido a uma doença grave ou a uma cirurgia prévia. Outras causas menos frequentes incluem a ingestão cáustica e a radiação.Em alguns doentes com duodenite, verifica-se um esvaziamento gástrico acelerado. Tal não se observa em todos os doentes e não se sabe o papel deste fenómeno no desenvolvimento da duodenite. De referir também que alguns autores acreditam que o stress emocional poderá ter um papel no desenvolvimento desta doença, apesar de tal não estar ainda demonstrado cientificamente.

Quais os sintomas O quadro clínico de duodenite inclui sintomas inespecíficos como sensação de enfartamento pós-prandial (após as refeições), náuseas, anorexia (falta de apetite), soluços e desconforto abdominal. Este conjunto de manifestações clínicas pode ser designado por dispepsia. Contudo, um número significativo dos doentes não possui qualquer sintoma, e muitos nem sabem que possuem duodenite. O diagnóstico é nalguns casos realizado com base em exames pedidos para esclarecimento de outras situações.

Os doentes podem apresentar ainda outras manifestações clínicas, como episódios de dor abdominal, geralmente ligeira e com períodos de remissão de duração variável. Alguns doentes possuem sintomas de maior gravidade, como hematemeses, ou seja, vómitos de conteúdo hemático (hemorragia digestiva alta). Além disso, em caso da duodenite evoluir para uma situação de úlcera duodenal, podem surgir outros problemas para além das complicações hemorrágicas, como a perfuração de úlcera e a obstrução do lúmen intestinal. A perfuração de úlcera quando ocorre dá frequentemente origem a uma dor abdominal intensa acompanhada por rigidez muscular abdominal, hipotensão e taquicardia (frequência cardíaca aumentada, superior a 100 batimentos por minuto). A obstrução manifesta-se por náuseas, vómitos, dor e sensação de enfartamento abdominais e anorexia (diminuição do apetite).

Como se diagnostica A duodenite é um diagnóstico clínico pouco frequente. Com base nos sintomas é difícil obter uma suspeita significativa de se tratar desta doença, dado que os indivíduos afectados podem ser assintomáticos ou possuir manifestações inespecíficas. Na ausência de complicações, na grande maioria dos casos o exame físico (observação médica) não tem qualquer utilidade para o diagnóstico. As análises sanguíneas são também inespecíficas, sendo que o hematócrito pode estar diminuído em doentes que sofreram uma hemorragia significativa.

O diagnóstico é obtido através da realização de endoscopia digestiva alta, pedida frequentemente em casos de dispepsia e de hemorragia gastrointestinal. Este exame é muito sensível e permite demonstrar alterações morfológicas compatíveis com duodenite, assim como estudar a possibilidade de ser outra a doença responsável pelos sintomas (por exemplo, úlcera péptica). Durante a endoscopia, o recurso à realização de biopsia duodenal, sendo o tecido retirado sujeito a análise anatomopatológica, permite demonstrar a presença de inflamação duodenal sem que reste qualquer dúvida.

Como se desenvolve A reacção inflamatória na maioria dos casos desenvolve-se gradualmente, dependendo da causa principal e da existência ou não de factores agravantes, como o consumo de bebidas alcoólicas em quantidade excessiva e/ou durante um período prolongado de tempo. A evolução é variável. Enquanto que nalguns doentes a duodenite evolui para úlcera duodenal, com potencial desenvolvimento de complicações como perfuração, noutros a situação permanece estável ao longo da vida sem causar qualquer problema ou sintoma. Formas de tratamento Não está recomendado nenhum tratamento específico para a duodenite. Este consiste no alívio das manifestações clínicas (apenas nos indivíduos sintomáticos) e na adopção de medidas gerais (indivíduos sintomáticos e assintomáticos). O doente pode ser medicado com fármacos como os antiácidos, para tomar apenas quando estão presentes sintomas e não de forma crónica. As medidas gerais a implementar são variadas; nomeadamente não fumar e, em caso de consumo de bebidas alcoólicas, fazê-lo com a moderação adequada. Dado a possível participação do stress emocional no desenvolvimento destas situações, a prática de desportos e de técnicas de relaxamento poderão também ter alguma utilidade. No que respeita à alimentação, a realização de uma dieta específica não altera a evolução da doença.Não está demonstrado que ocorra benefício clínico com a erradicação de Helicobacter pylori do organismo, pois apesar desta infecção estar associada ao desenvolvimento de duodenite, não existe uma relação clara entre a presença de infecção e os sintomas. No que respeita aos doentes medicados com fármacos que podem causar duodenite, devem suspender de imediato essa terapêutica.

Quando estão presentes complicações como a hemorragia digestiva ou a evolução para úlcera duodenal, é necessária uma intervenção terapêutica específica, que nalguns casos requer internamento hospitalar.

Formas de prevenção Não existe nenhuma forma de prevenir com certeza o aparecimento de duodenite. Contudo, algumas medidas poderão diminuir o risco desta doença, como não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, possuir um estilo de vida saudável evitando o stress emocional e não consumir fármacos que podem potencialmente causar duodenite. Doenças comuns como diferenciar O diagnóstico diferencial de duodenite inclui diversas patologias que podem originar dispepsia e/ou dor abdominal, como gastrite, úlcera péptica (gástrica ou duodenal), neoplasia gástrica, doença biliar, pancreatite e raramente enfarte agudo do miocárdio. O quadro clínico é insuficiente para diferenciar. A forma mais frequentemente utilizada é o recurso a exames complementares de diagnóstico, em que o mais importante é a endoscopia digestiva alta. Outras designações Inflamação duodenal. Quando consultar o médico especialista Após constatação dos sinais e sintomas referidos, deve ser consultado o médico assistente, especialista de Gastrenterologista e/ou de Medicina Interna. Na presença de manifestações clínicas graves, como hemorragia digestiva franca, deve recorrer-se de imediato ao serviço de urgência. Pessoas mais predispostas Pessoas fumadoras, com consumo prolongado e/ou de quantidade exagerada de bebidas alcoólicas, sob terapêutica crónica com anti-inflamatórios não esteróides. Os indivíduos sujeitos a stress emocional elevado poderão eventualmente estar mais predispostas ao desenvolvimento de duodenite. Outros Aspectos Pessoas fumadoras, com consumo prolongado e/ou de quantidade exagerada de bebidas alcoólicas, sob terapêutica crónica com anti-inflamatórios não esteróides. Os indivíduos sujeitos a stress emocional elevado poderão eventualmente estar mais predispostas ao desenvolvimento de duodenite.

 

 

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